sábado, 11 de outubro de 2014

Frutas e Doença Crônica Renal


Assim como a National Kidney Foundation indica dieta hipocalemica, o potássio é algo a ser pensado na dieta do paciente renal crônico. Como as fruta têm alto teor de potássio, deve-se tomar cuidado para não consumir frutas que são fontes deste, como pêssego, mamão, banana, entre outros. E dar prioridade para o consumo de frutas que não são fontes, tais como maçã, abacaxi, limão maracujá, mexerica e outros.

Carambola
A Carambola (Averrhoa carambola) pode ser encontrada em diversos países tropicais além do Brasil. Pode ser consumida in natura, em sucos e sua polpa pode ser utilizados para preparações como doces, vinhos, licores e sobremesas. Trata-se de uma fruta fonte de minerais, vitaminas A, C, complexo B e ácido oxálico (oxalato).
Na literatura são encontrados diversos estudos mostrando os efeitos tóxicos da carambola em indivíduos portadores de Doenças renais em hemodiálise. Os efeitos descritos estão associados à alta concentração do oxalato presente na fruta que pode levar a formação e deposição de cristais de oxalato de cálcio nos rins, provocando obstrução dos túbulos renais e induzir apoptose das células epiteliais renais.
 Diversas são as manifestações clínicas decorrentes do consumo tanto da fruta, como da polpa da carambola. Entre as manifestações destacam-se soluços sem controle, vômitos, fraqueza muscular, insônia, distúrbios de consciência, agitação, convulsão e morte.

Maçã (↓ potássio)
Analisando a tabela TACO (Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos) 4° edição de 2011, estão presentes dois tipos: Fuji e Argentina.  A quantidade de potássio em 100g de maçã Fuji é de 75 mg, e a do tipo Argentina é de 117 mg, sendo assim o tipo de maçã mais indicado para consumo de uma paciente portador de Doença Renal Crônica é a do tipo Fuji.
A cocção dos alimentos também é uma técnica usada como estratégia de diminuição do potássio para paciente com dieta restrita nesse nutriente, CUPPARI e colaboradores em 2004, realizaram um estudo comprovando que a cocção feita duplamente pode e deve ser uma técnica adotada neste caso, a perda percentual total de potássio dentro de todos os alimentos estudados ficou entre 81 e 91%, nesse estudo a maçã também foi analisada e constatou-se que a maçã crua tinha uma média de potássio de potássio e quando cozida duas vezes esse valor reduziu quase dez vezes.

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