Assim
como a National Kidney Foundation indica dieta
hipocalemica, o potássio é algo a ser pensado na dieta do paciente renal
crônico. Como as fruta têm alto teor de potássio,
deve-se tomar cuidado para não consumir frutas que são fontes deste, como
pêssego, mamão, banana, entre outros. E dar prioridade para o consumo de frutas
que não são fontes, tais como maçã, abacaxi, limão maracujá, mexerica e outros.
Carambola
A Carambola (Averrhoa carambola) pode
ser encontrada em diversos países tropicais além do Brasil. Pode ser consumida
in natura, em sucos e sua polpa pode ser utilizados para preparações como
doces, vinhos, licores e sobremesas. Trata-se de uma fruta fonte de minerais,
vitaminas A, C, complexo B e ácido oxálico (oxalato).
Na literatura são encontrados diversos
estudos mostrando os efeitos tóxicos da carambola em indivíduos portadores de
Doenças renais em hemodiálise. Os efeitos descritos estão associados à alta
concentração do oxalato presente na fruta que pode levar a formação e deposição
de cristais de oxalato de cálcio nos rins, provocando obstrução dos túbulos
renais e induzir apoptose das células epiteliais renais.
Diversas são as manifestações clínicas
decorrentes do consumo tanto da fruta, como da polpa da carambola. Entre as
manifestações destacam-se soluços sem controle, vômitos, fraqueza muscular,
insônia, distúrbios de consciência, agitação, convulsão e morte.
Maçã
(↓ potássio)
Analisando
a tabela TACO (Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos) 4° edição de
2011, estão presentes dois tipos: Fuji e Argentina. A quantidade de potássio em 100g de maçã Fuji
é de 75 mg, e a do tipo Argentina é de 117 mg, sendo assim o tipo de maçã mais
indicado para consumo de uma paciente portador de Doença Renal Crônica é a do
tipo Fuji.
A
cocção dos alimentos também é uma técnica usada como estratégia de diminuição
do potássio para paciente com dieta restrita nesse nutriente, CUPPARI e
colaboradores em 2004, realizaram um estudo comprovando que a cocção feita
duplamente pode e deve ser uma técnica adotada neste caso, a perda percentual
total de potássio dentro de todos os alimentos estudados ficou entre 81 e 91%,
nesse estudo a maçã também foi analisada e constatou-se que a maçã crua tinha uma
média de potássio de potássio e quando cozida duas vezes esse valor reduziu
quase dez vezes.

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